Vitamina K

A vitamina K, representada acima, é um importante cofator para enzimas que carboxilam resíduos glutamatos em proteínas. Os resíduos γ-carboxiglutamatos gerados em estruturas proteicas são potenciais quelantes para Ca2+  e estão envolvidos no processo de coagulação sanguínea.

Diante do exposto, a que categoria pertence a vitamina K2? (resposta nos comentários)

a. Ácido nucleico

b. Ácido graxo

c. Éter aromático

d. Fosfolipídeos

e. 1,4-naftoquinona

Saudações farmacêuticos!

Estava dando uma passeada no youtube e encontrei esse excelente vídeo! Ele retrata em 5 minutinhos a história da farmácia no Brasil.

Utilizando de frases, citações e fotos de época realmente lindas os autores nos levam numa viajem através do tempo, além de realçar de uma forma muito poética o orgulho de ser FARMACÊUTICO!

Assistam até o final, vale muito a pena e os créditos são verdadeiramente merecidos!

Um abraço a todos e espero que gostem!

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Saudações aos farmacêuticos!

Através de uma iniciativa do presidente do nosso CA, o Alê, em aproximar os alunos da Farmácia FMU do CRF-SP, tive conhecimento das cartilhas disponibilizadas pelo conselho.

São publicações em linguagem clara que oferecem conteúdo a respeito das diversas áreas de atuação do farmacêutico, servindo como orientação indispensável aos que ingressam no curso e todos que gostariam de conhecer ou encontrar um novo objetivo profissional.

São 7 cartilhas: farmácia, indústria, análises clínicas, pesquisa clínica, saúde pública, distribuição e transporte e farmácia hospitalar com informações sobre atribuições, atividades e boas práticas, elaboradas e realizadas pelas Comissões Assessoras do CRF-SP.

Espero que aproveitem! O material é de primeira!

LINK PARA DOWNLOAD DO MATERIAL

Fonte: Conselho Regional de Farmácia - SP

Estava folheando as páginas da revista veja dessa semana quando vi uma matéria bastante interessante. Uma nova classe de anti-hipertensivos está sendo desenvolvida após 10 anos de pesquisa e sem novos mecanismos de ação para fármacos anti-hipertensivos.

Pensei: tivemos uma aula a respeito de anti-hipertensivos recentemente. Além disso, estudamos sempre as diferentes classes de medicamentos pertencentes a uma linha terapêutica. Pois desenvolveram-se os Inibidores Diretos da Renina (IR).

Para relembrar alguns conceitos do Sistema Renina-Angiotensina (SRA), apresento o quadro abaixo:

renina_angiotensina.jpg

Resumidamente, podemos apontar que: 

A renina é uma enzima secretada pelas células renais próximas ao glomérulo de Malphigi (justaglomerulares) e que fragmenta o polipeptídeo angiotensinogênio (produzido no fígado) destacando um de 10 aminoácidos, a angiotensina I.

Da angiotensina I, a enzima conversora de angiotensina (ECA / ACE) retira dois aminoácidos. Os 8 restantes representam a angiotensina II, um polipeptídeo ativo em receptores AT1, cujas ações são:

  • vasoconstrição generalizada (especialmente nas arteríolas eferentes do rim, pós-filtração).
  • liberação de NOR nas terminações simpáticas (aumento de frequência e força de contração do coração).
  • aumento da reabsorção de Na (Túbulo Contorcido Proximal).
  • secreção de aldosterona (córtex da glândula supra-renal).
  • crescimento celular no coração e nas artérias.
  • diminuição na produção de renina (feedback negativo).

Departamentos de P&D (pesquisa e desenvolvimento) de grandes indústrias farmacêuticas estão envolvidas com os inibidores da renina. A Merk em conjunto da Actelion e a Pizer já possuem fármacos em desenvolvimento, mas nesse post farei referência apenas ao aliskiren (aliskiren hemifumarate), fármaco da Novartis com medicamentos já aprovados no FDA (Tekturna® e Tekturna HCT® - associado à hidroclorotiazida) e diversos outros países (Rasilez®).

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O novo aliskiren atua inibindo diretamente a ação da renina, impedindo que esta faça a conversão do angiotensinogênio em angiotensina I e que toda a cascata até a formação de angiotensina III, IV e 1-7 seja completa. Isso confere à essa nova geração vantagens sobre outros anti-hipertensivos, principalmente os inibidores da ECA (IECAs) e os bloqueadores de receptores AT1 (BRAs).

Vantagens conferidas pelos IR:

  1. Os IECAs aumentam os níveis de Angiotensina I (atividade plasmática da renina), que pode ser convertida em Angiotensina II por vias independentes da ECA, suplantando parcialmente o bloqueio dos IECA (inibidores competitivos).
  2. Os IR bloqueiam o SRA de maneira mais completa, dado que a Renina é a moduladora da velocidade da cascata. Isso diminui a probabilidade de efeitos colaterais pelo acúmulo de angiotensina I ou angiotensina II.
  3. Os IR não aumentam a síntese da bradicinina (receptores B2), evitando tosse e edema angioneurótico como os causados pelos IECAs.

A dose usual inicial é de um comprimido de 150 mg ao dia, podendo em casos mais graves ser elevado aos 300 mg diários ou ainda associado a outros agentes anti-hipertensivos.

O aliskiren confere controle da pressão arterial durante todas as 24 horas da dose diária, o que é muito importante pelas características flutuantes da hipertensão e pelas crises surgirem freqüentemente nas primeiras horas da manhã.

Molécula do aliskiren

800px-aliskiren_svg.png

LINK PARA MATERIAL UTILIZADO NA PESQUISA 

 Fontes:

  • Rang & Dale Farmacologia 6ª edição.
  • Novartis media release, Basel, 17 de Maio de 2006.
  • Novartis consumer information for Rasilez®.
  • Inibidores de renina, uma nova classe hipertensivos. Artur Beltrame Ribeiro*, Revista brasileira de hipertensão vol 13(3):219-220, 2006.
  • Bloqueadores diretos da renina, uma nova arma para combater velhos inimigos. Artur Beltrame Ribeiro*, revista da sociedade brasileira de hipertensão, vol. 10, nº 2, 44-45, 2007.

*Professor Titular da Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM. Diretor da Fundação Oswaldo Ramos, Hospital do Rim e Hipertensão.

 

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